terça-feira, 9 de junho de 2009

Sofrido, sincero aleluia

Ela chegou a casa, largou a mochila na cama, soltou o cabelo preso, bruscamente sentou-se no chão e recostou-se na parede.
E chorou.
Com as mãos trêmulas, o rosto contorcido, os olhos irrigados, o peito vazio.
Chorou.
Em meio a frias lágrimas e profundos gemidos, só conseguia-se ouvir um rasgado e doído:
"Deus, faça parar...
Faça parar...
Faça parar”.

E foi assim que as batidas do coração da garota suavizaram; sua face, tão úmida e vermelha, secou-se e voltou à cor usual; um longo e aliviado suspiro escapou de sua boca.
E o choro acabou.

Dos lábios dela formou-se o sofrido, mal articulado, mas tão sincero e grato:
"Aleluia...
Aleluia...
Aleluia".